Os cantores Tierry e Flávio José reagiram nas redes sociais a uma reportagem do Informe Baiano que revelou atrasos do governo Jerônimo no pagamento de bandas contratadas para eventos oficiais.
Tierry curtiu a publicação com a denúncia. Já Flávio José foi além e comentou: “misericórdia”.

No sábado (21/02), um empresário procurou o IB e fez um desabafo: “O governo é o maior caloteiro do Estado. Os donos de bandas estão revoltados. Eu tenho dinheiro de 2023, 2024, 2025 e também de 2026 pra receber.”
Segundo ele, um grupo de produtores vem realizando reuniões sucessivas para discutir medidas coletivas diante do cenário.
Os empresários relatam que os problemas vêm desde a época da Bahiatursa, quando diversas bandas teriam ficado sem receber pelos serviços prestados. Com a criação da Sufotur, os atrasos teriam continuado.
“Depois colocaram a culpa no staff, mas quem contratou foi o governo”, afirmou um produtor.
Posteriormente, quando a Secretaria de Turismo da Bahia (Setur) passou a assumir parte das contratações, os pagamentos teriam sido normalizados por um período, mas novos atrasos voltaram a ocorrer.

DÍVIDAS MILIONÁRIAS
Relatos apontam que a maioria das bandas que tocou no último São João ainda não recebeu os cachês. “Só recebe quem Adolpho autoriza”, contou um empresário.
Também há a alegação de que o Estado recebeu emendas parlamentares destinadas aos eventos juninos, mas os valores não teriam sido repassados aos contratados.
Alguns produtores afirmam ter mais de R$ 40 milhões a receber. Estimativas do setor indicam que a Sufotur acumularia dívida superior a R$ 500 milhões, enquanto a Setur teria débitos que ultrapassariam R$ 380 milhões.
Diante do cenário, cresce entre empresários a ideia de um movimento coletivo: não se apresentar no próximo São João enquanto os pagamentos não forem regularizados.
“Só toca quando pagar”, afirmou um representante do setor.
Até o momento, o governo do Estado não se manifestou oficialmente sobre as acusações.




