Reforma tributária pode deixar aluguel mais caro

A proposta de reforma tributária em análise no Congresso Nacional tem o

potencial de remodelar o cenário do mercado imobiliário, sobretudo no que

tange à tributação sobre os aluguéis. A meta principal é aumentar a receita

do governo e integrar ao sistema aqueles que atualmente não declaram

seus rendimentos. De acordo com o especialista em gestão imobiliária,

Humberto Mascarenhas, essa ação deve impactar principalmente os

indivíduos que auferem rendimentos mais elevados com a locação de

imóveis.

As empresas que já operam de maneira formalizada devem sentir um

impacto mínimo, visto que a atual cobrança de PIS e Cofins seria

substituída pelo IBS e CBS, sem grandes alterações substanciais. No

entanto, para as pessoas físicas, o panorama pode sofrer modificações.

Aqueles que recebem até R$ 20 mil mensais em aluguel, aproximadamente

R$ 240 mil por ano, provavelmente não serão afetados. Contudo, quem

excede esse limite pode enfrentar um aumento estimado entre 8% e 8,5%

no imposto, um percentual que ainda está em fase de definição.

De acordo com Humberto Mascarenhas, a ideia abrange a formação de um

cadastro nacional de propriedades, como um CPF para imóveis, reunindo

dados de transações como compra, venda e aluguel. O objetivo é aumentar

a clareza e o acompanhamento por parte da Receita Federal, com uma

aplicação progressiva devido ao grande número de imóveis em situação

irregular no país.

Na realidade, a maioria dos donos de imóveis não deverá notar

transformações rápidas, pois muitos contratos de aluguel envolvem

quantias menores. O efeito será mais significativo para aqueles que

omitem ou não recolhem os tributos sobre os ganhos provenientes de

aluguéis. O especialista frisa que a natureza do imóvel, seja para fins

comerciais ou residenciais, não influencia a norma, pois o foco é o

montante total recebido.

 

Na visão do especialista em Gestão imobiliária, o costume de ver

propriedades como um jeito de ganhar dinheiro sem fazer muito esforço

segue firme, porém, é crucial que os donos conversem com especialistas

para entender as normas que mudaram e não ter dor de cabeça lá na

frente com o que receberam.

Por  Thaynara Fiúza