Desesperada, mãe implora por ambulância para filho de 5 anos: exame no Clériston Andrade segue sem previsão
A espera angustiante pela realização de um exame essencial tem revoltado uma mãe moradora da Rua Itaúna, no bairro do Tomba. Desde a manhã de quinta-feira, 5 de maio, ela utiliza as redes sociais e apela à imprensa para denunciar a demora na transferência de seu filho de cinco anos, identificado pelas iniciais E.S.O.S., internado no Hospital Estadual da Criança, em Feira de Santana. O menino precisa ser levado com urgência ao Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), localizado no mesmo complexo estadual de saúde, para realizar uma tomografia — exame considerado essencial para seu diagnóstico e tratamento neurológico.
Apesar da curta distância entre as duas unidades, a transferência não ocorreu até o momento por falta de ambulância. Segundo informações repassadas à mãe, a responsabilidade pelo transporte seria da Sesab (Secretaria da Saúde do Estado da Bahia), enquanto a marcação do exame estaria sob responsabilidade de uma empresa terceirizada que presta serviços ao Clériston Andrade.
“Até agora, ninguém me deu uma resposta concreta. Liguei pra ouvidoria, e me disseram que a ambulância é da Sesab e o exame é com a empresa terceirizada. No fim das contas, ninguém resolve nada e a gente fica de mãos atadas. Eu e o povo aqui dentro do hospital estamos sem saída”, desabafa a mãe, visivelmente exausta e indignada com a situação.
A mulher relata ainda que se recusou a assinar a alta hospitalar da criança, exigindo que o exame fosse realizado antes da saída do menino. “Ela falou que poderia demorar de 20 a 30 dias. Eu disse: eu fico o tempo que for necessário, mas ele só vai sair daqui com o exame feito e o resultado em mãos. Isso é um direito dele. Ele precisa de acompanhamento com neurologista, e isso depende da tomografia.”
A situação, que já seria grave por envolver uma criança em quadro delicado de saúde, torna-se ainda mais preocupante com relatos de insalubridade na unidade hospitalar. “O banheiro está em condições precárias. Pensa o tanto de bactéria, tudo sujo, isso aqui não tem condição nenhuma”, denuncia a mãe, que também chamou a atenção para outros casos semelhantes na unidade. “Não é só meu filho. Tem outra criança aqui desde a semana passada esperando também por ressonância. Marcaram o exame dele só entre os dias 18 e 28. Isso é um absurdo!”
Sem conseguir resolver a situação dentro do hospital, a mãe decidiu tornar público seu apelo. “Postei no Instagram porque não tô mais aguentando. Alguém vai ter que resolver isso. Alguém vai ter que falar comigo. Não é possível que todas as ambulâncias tenham desaparecido ao mesmo tempo.”
O Portal dos Municípios se soma ao apelo da família e da população e cobra das autoridades competentes — Sesab, Hospital da Criança, Hospital Clériston Andrade e a Secretaria de Saúde da Bahia — uma resposta urgente e eficaz. Não é razoável que, por falta de logística e coordenação, vidas fiquem à mercê da espera.




