O prefeito de Antônio Cardoso, Jocivaldo dos Anjos (PT), está em viagem oficial à França para cumprir uma agenda institucional voltada à busca de parcerias e investimentos para o município. Esta é a primeira missão internacional da história da cidade, que integra o Território de Identidade Portal do Sertão e faz parte da Região Metropolitana de Feira de Santana.
![]()
No entanto, a iniciativa vem acompanhada de polêmica: segundo dados disponíveis no Portal da Transparência, somente com diárias, o gestor petista vai custar aos cofres públicos o valor de R$ 24.999,04.
A cifra chama atenção diante da situação enfrentada por Antônio Cardoso, município de pequeno porte e com uma população predominantemente formada por comunidades quilombolas, das quais o próprio prefeito faz parte. A cidade convive com graves problemas de infraestrutura, fragilidade nos serviços de saúde e educação, além da falta de políticas eficazes de geração de emprego e renda, sobretudo na zona rural.
Na área rural, os moradores relatam abandono: estradas vicinais em péssimo estado, falta de transporte público, unidades de saúde com estrutura precária e escassez de água potável são algumas das dificuldades enfrentadas diariamente. Enquanto isso, o alto custo da missão internacional do prefeito — filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) — levanta questionamentos sobre a prioridade dada aos recursos públicos.
Embora a prefeitura afirme que a viagem busca fortalecer relações e abrir portas para novos investimentos, críticos da gestão municipal cobram mais foco em ações imediatas e efetivas para atender às necessidades básicas da população. Para muitos, a distância entre o discurso e a prática revela um desalinhamento entre as intenções da gestão e as urgências reais do município.
A viagem à França pode representar um marco diplomático para Antônio Cardoso, mas também serve como termômetro da insatisfação popular frente à falta de resultados concretos. Em uma cidade marcada por desafios sociais profundos, o elevado gasto com uma viagem internacional acaba por reacender o debate sobre responsabilidade, prioridade e sensibilidade social na gestão pública — especialmente em governos que se dizem comprometidos com os mais pobres.




