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TRAGÉDIA - 12/02/2019

Com fila de admiradores, Boechat é velado no Museu da Imagem e do Som, em SP

Com fila de admiradores, Boechat é velado no Museu da Imagem e do Som, em SP

Familiares, amigos, figuras políticas e admiradores prestaram última homenagem a Ricardo Boechat em velório no Museu da Imgem e do Som, em São Paulo. O jornalista, morto aos 66 anos, foi vítima de um acidente de helicóptero. O velório no MIS segue aberto ao público até as 14h, mas a cremação ocorrerá em cerimônia fechada para a família, na tarde desta terça-feira (12).

Veruska, mulher de Ricardo Boechat, falou com a imprensa brevemente: “Nunca vi alguém tão preocupado em ajudar o outro que nem ele. Eu falava ‘cheio de cristão que não ajuda as pessoas’. Todo mundo que é próximo pode confirmar isso, no trabalho às vezes vinha em forma de raiva e briga, mas era um coração… preocupado em ajudar as pessoas. Uma pessoa sem luxo, sem nada. Tudo de bom que ele conquistou na vida era pra mim, para as filhas, para os filhos, tenho muito orgulho dele”, disse a “doce Veruska”, como era chamada carinhosamente pelo marido.

A partir da meia-noite, o velório foi aberto ao público. “Não perdia um programa”, comentou a diarista Marly Sudário, de 51 anos, fã que todos os dias o acompanhava na TV e no rádio. Para ela, é o humor de Boechat que vai guardar na memória. “Gostava da risada.”

Entre os presentes, o clima era de consternação. Curiosos também faziam selfies e lives na entrada do MIS. O produtor de eventos e motorista de aplicativo Arnaldo de Freitas, de 34 anos, fez questão de cumprimentar a mulher de Boechat, Veruska Seibel Boechat, que ele só conhecia de ouvir o jornalista falar ao microfone. “Todo dia, às 7h30, o escutava no rádio. E sentia como se fosse da família”, disse. “Ele sentia como a população. E eu gostava de como trazia para a conversa a família dele.”

Com quase 50 anos de carreira jornalística e uma coleção de prêmios no currículo, Boechat era atualmente apresentador do Jornal da Band e âncora da BandNews FM. “Era um grande jornalista e um amigo de infância. Era divertido, um humorista”, comentou apresentador de Os Pingos Nos Is, da Jovem Pan, Augusto Nunes. Os dois foram contemporâneos no jornal O Estado de S. Paulo e conviveram diretamente. “Sempre foi muito generoso, ajudou tanta gente”, disse.

Presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação, João Carlos Saad também compareceu ao velório. “Tinha uma graça e um jeito de fazer jornalismo que não vai ter outro”, disse sobre Boechat. Ao ser perguntado sobre as lições que o jornalista deixou, acrescentou: “Ensinou a ser duro sem perder a ironia e o humor. Quando apurar, vamos encontrar um fio condutor dessa tragédia (e as outras recentes)”.

O diretor de jornalismo da Band, Fernando Mitre contou que soube da morte durante a reunião de pauta da emissora. Àquela altura, já se sabia sobre a queda do helicóptero no Rodoanel, mas a identidade das vítimas era desconhecida. Ele demorou a acreditar “Conversava com ele todos os dias durante 12 anos. Era uma pessoa espetacular”, afirmou. “Perdemos o Boechat. Ontem estava conosco. Hoje não está mais.”

Por lá, também passaram o empresário Abílio Diniz e o apresentador Otávio Mesquita. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB). “O jornalismo perde uma referência. (Ele) conduziu sem trabalho com grandeza”, comentou. “Jogamos bola juntos várias vezes. Era uma figura fraterna, adorável. E tinha um sentimento de justiça muito grande”. O prefeito Bruno Covas também esteve presente.

Colega de emissora, o apresentador do programa MasterChef Érik Jacquin tinha os olhos cheios de lágrimas ao lembrar do jornalista. “Todo dia ele estava lá, de manhã, à noite. Dancei com ele o carnaval de Salvador. Tenho a impressão de que todo mundo o amava."

Homenagem de taxistas

Um grupo de taxistas que conhecia Boechat se juntou para prestar uma homenagem ao jornalista na madrugada desta terça. Eles colocaram duas placas de táxi sobre o caixão e elogiaram o tratamento dado por Boechat aos motoristas.

“Era uma pessoa muito boa, amável, que conhecia nossas dificuldades”, disse Mauro Simões, de 56 anos, que transportou Boechat algumas vezes do trabalho, no Morumbi, zona sul, para casa. No caminho, conversavam de tudo um pouco. “Falávamos sobre o dia a dia do Brasil”, lembra.

O acidente 

O jornalista foi uma das vítimas fatais do helicóptero que caiu no Rodoanel no início da tarde. Ele tinha 66 anos e atuava como âncora de telejornais na Band e na rádio BandNews FM.

De acordo com a Polícia Militar, a aeronave tentou fazer um pouso de emergência no acesso que sai do Rodoanel para a Anhanguera, na chegada a São Paulo, e foi atingida por um caminhão que saía do pedágio.

O motorista do veículo teve apenas escoriações leves e, após receber atendimento, foi encaminhado ao distrito policial para prestar depoimento. Ainda segundo a PM, o helicóptero estava registrado em nome de uma empresa cujo dono era o próprio piloto, Ronaldo Quattrucci, que também morreu. JOVEM PAN

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