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NOTÍCIAS - 19/03/2019

Bolsonaro nega acusações de laços com suspeito por caso Marielle em entrevista nos EUA

Bolsonaro nega acusações de laços com suspeito por caso Marielle em entrevista nos EUA

O presidente Jair Bolsonaro escolheu a emissora conservadora Fox News para conceder entrevista exclusiva durante sua visita a Washington, nos EUA. Na conversa, exibida na madrugada desta terça-feira no Brasil, foi questionado sobre as acusações de possíveis vínculos com um dos acusados do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), além de outros temas sensíveis do seu curto mandato.

O brasileiro minimizou a importância da fotografia em que aparece ao lado de um dos acusados do assassinato de Marielle:

— Sou um capitão do Exército brasileiro, e parte dos oficiais da polícia do Rio de Janeiro é de grandes amigos meus. Por coincidência, um desses suspeitos de ter matado a Marielle não era na verdade vizinho meu, mas morava do outro lado de uma outra rua [do condomínio] — disse. — Mas, a mídia sempre me criticou e estabeleceu uma conexão.

Bolsonaro também foi questionado sobre o vídeo com cena de escatologia que divulgou no Twitter após o carnaval. Disse que disse que queria “mostrar o que o carnaval está virando”.

O presidente também recorreu à mesma expressão frequentemente usada por Trump, "fake news", para negar que, como disse a emissora, seja alguém que faz “comentários incompatíveis com os valores americanos”, sobretudo os dirigidos à comunidade LGBT. A este respeito, ele disse se tratarem de declarações tiradas de contexto:

— Se eu fosse tudo isso, eu não seria eleito presidente. Há um grande número de notícias falsas, mas a população aprendeu a usar redes sociais e pessoas não mais acreditam nem confiam na imprensa tradicional — afirmou. — Não tenho nada contra homossexuais nem contra mulheres e não sou xenófobo, mas quero ter minha casa em ordem. A definição de família para mim é uma só, aquela da Bíblia. Se você quer se envolver numa relação homossexual, vá adiante, mas não podemos deixar o governo levar isso para a sala de aula e ensinar isso para crianças de cinco anos.

O presidente ainda destacou a sua admiração por Trump e apoiou as suas políticas restritivas para a imigração, incluindo a construção do polêmico muro na fronteira com o México:

— A grande maioria dos imigrantes em potencial não tem boas intenções nem quer o melhor ou fazer bem ao povo americano — afirmou. — Eu gostaria muito que os EUA levassem adiante a atual política de imigração, porque em larga medida nós devemos a nossa democracia no Hemisfério Sul aos Estados Unidos.

Saudado pela Fox News como "Trump dos Trópicos", Bolsonaro ainda disse que o republicano está lutando contra o socialismo e que “não poderia concordar mais com ele”. “Em larga medida”, afirmou, “estamos fazendo o mesmo no Brasil”.

Quando interrogado sobre a possibilidade de militares brasileiros atuarem na Venezuela, o presidente disse que o Brasil enfrenta “limitações” para agir neste âmbito.

— Trump mencionou todas as possibilidades. Nós não podemos pensar em todas as possibilidades, porque enfrentamos algumas limitações — afirmou. — Mas tudo o que for realisticamente possível, na frente diplomática, por meio de assistência ou ajuda, de modo a ajudar os EUA a superar esta questão, nós faremos. O país mais interessado em pôr um fim na ditadura narcotraficante de Maduro é o Brasil.

Nesta terça-feira, Bolsonaro será recebido no Salão Roosevelt e depois segue para o Salão Oval para uma reunião privada com Trump, com a presença apenas de tradutores. EXTRA ONLINE

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