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POLÍTICA - 09/07/2018

“Buritizáveis” apostam em debate para conquistar eleitor e alianças

“Buritizáveis” apostam em debate para conquistar eleitor e alianças

Os pré-candidatos ao Governo do Distrito Federal encaram o debate promovido pelo Metrópoles como a primeira oportunidade para apresentar propostas e discutir com os concorrentes temas que interessam à população brasiliense. A importância do evento vai além. Ainda com alianças em aberto, os sete postulantes ao Palácio do Buriti, dependendo do desempenho na mesa-redonda, poderão conquistar a adesão de mais partidos em torno de seus nomes.

A campanha – até agora morna – promete elevar a temperatura no auditório do ParlaMundi, a partir das 19h desta segunda-feira (9/7). Os “buritizáveis” farão perguntas uns aos outros e responderão a questionamentos feitos por jornalistas, bem como pelos eleitores que enviaram vídeos.

Entram para dividir o mesmo palco, pela primeira vez em ano eleitoral, com outro desafio: convencer parte significativa da população do DF – a que pretende votar em branco ou nulo – serem merecedores de uma chance.

Teremos a oportunidade de ouvir pela primeira vez o embate de ideias entre os que almejam governar o Distrito Federal. É uma responsabilidade e também uma alegria fazer parte deste momento histórico. O debate de segunda (9) marcará o início de uma cobertura vigorosa das eleições em 2018"

Lilian Tahan, diretora de redação do Metrópoles

Debate propositivo
À frente nas pesquisas eleitorais divulgadas até agora, Jofran Frejat (PR) está ansioso para entrar em campo. De acordo com o ex-secretário de Saúde, a oportunidade “vale ouro”. “Sempre coloco que todo debate precisa ser propositivo, de alto nível. Vamos apresentar a nossa proposta, independentemente de provocações”, garante.

Para a ex-deputada distrital Eliana Pedrosa (Pros), que tem aliança com o PTB e a família do ex-governador Joaquim Roriz, a iniciativa é importante para o cidadão. Segundo a pré-candidata, os postulantes terão a chance de expor “ideias para um DF melhor”.Determinado a permanecer por mais quatro anos como governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB) tem opinião semelhante: “Acho importante um debate desse tipo. Espero que seja de alto nível e respeitoso, com os pré-candidatos mais interessados em mostrar suas propostas para governar Brasília”.

O tucano Izalci Lucas defende a discussão aprofundada de temas que afetam diretamente a vida do brasiliense: “Não podemos simplificar ou infantilizar o debate em um momento tão delicado não só para o DF, mas para toda a classe política”.

A professora Fátima Sousa (Psol), estreante na política e na corrida majoritária, tem grandes expectativas. Com tempo reduzido na propaganda eleitoral, promete aproveitar cada oportunidade para deixar o seu recado: “Ao final do debate, espero que a população possa identificar os compromissos que cada um assumirá”.

Sem perder tempo e reforçando a importância das plataformas digitais para os debates da campanha, o também estreante Alexandre Guerra (Partido Novo) quer usar o espaço para mostrar ao eleitor do DF que existe opção para a cidade: “Vamos explicar o nosso caminho de combate ao câncer político do toma lá dá cá. Chega de governantes que prometem e não fazem nada”.

Tão combativo como o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), seu principal aliado, o general Paulo Chagas (PRP) deseja apresentar um projeto que, segundo o militar, visa mudar o Distrito Federal: “A sociedade negligenciou a política por muito tempo. Vamos reverter isso com propostas”.

Organizado em seis blocos, o evento tem patrocínio da Federação das Indústrias (Fibra) e da Federação do Comércio (Fecomércio). O debate será transmitido em todos os canais do portal: site, página no Facebook, Twitter e também pela rádio 104.1 Metrópoles FM.

Transparência e legitimidade
O debate terá a participação do subprocurador-geral da República Renato Brill. O ex-chefe da Procuradoria Regional Eleitoral do DF estará à disposição para esclarecer eventuais dúvidas sobre o direito de resposta dos pré-candidatos.

Na opinião de Brill, o evento é fundamental para os eleitores avaliarem o que pensam os postulantes ao Palácio do Buriti e quais são as propostas de cada um deles. “É uma das formas de se trazer transparência e legitimidade ao processo eleitoral”, pontuou.

Checagem
Agência Lupa fará a checagem de informações dadas no debate. Sete jornalistas serão destacados para fazer fact-checking de números, comparações e legislações citadas pelos buritizáveis.

A ideia é entregar um material robusto que aponte se foi repassada alguma informação incorreta. Ou seja, dizer se os dados são confiáveis. Dessa forma, os brasilienses poderão saber com certeza em quem votar"
Cristina Tardáguila, diretora da Agência Lupa

Para verificar se houve equívoco, a equipe vai consultar órgãos de renome. Entre eles, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e DataFolha.

Após a checagem, a declaração é classificada em etiquetas. As oito possíveis são: falso; contraditório; verdadeiro; ainda é cedo para dizer; exagerado; insustentável; verdadeiro, mas; e de olho. “O objetivo é ser o mais específico possível sobre o grau de equívoco, se houver”, afirmou Tardáguila. O resultado deverá ser divulgado ainda nesta semana.

A Agência Lupa é integrante da International Fact-Checking Network (IFCN) – rede mundial de checadores reunidos em torno do Poynter Institute, nos Estados Unidos. Atuante desde 2015, é a primeira agência de notícias do Brasil especialista na técnica jornalística identificada como fact-checking. METRÓPOLES

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