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LAVA JATO - 21/10/2017

Geddel afirma em depoimento que Temer o indicou para vice-presidência da Caixa

Geddel afirma em depoimento que Temer o indicou para vice-presidência da Caixa O ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) disse em depoimento à Polícia Federal (PF), em julho deste ano, que partiu do presidente Michel Temer (PMDB), então vice-presidente do país, a indicação dele para o cargo de vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica. Segundo Geddel, ele assumiu o cargo por uma indicação da presidência do partido, na época ocupada pelo atual presidente da República. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, Geddel negou qualquer participação dos então deputados federais Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, ambos do PMDB, na indicação. O peemedebista também disse que não enviou seu assessor Gustavo Ferraz para buscar remessas de dinheiro com Altair Alves Pinto, assessor de Eduardo Cunha. Ferraz foi preso em setembro, junto com o ex-ministro, após a descoberta de um bunker com R$ 51 milhões em um apartamento em Salvador. O aliado de Geddel foi solto após determinação expedida na quinta-feira (19) pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). O depoimento ocorreu em 20 de julho, uma semana depois o Tribunal Regional Federal (TRF) autorizar o ex-ministro a deixar a Penitenciária da Papuda para cumprir prisão domiciliar. Geddel havia sido preso no dia 3 de julho, como alvo da Operação Cui Bono, que investiga a existência de um suposto esquema de corrupção no banco entre 2011 e 2013, anos em que ocupou o cargo na instituição. No depoimento, ele negou ter recebido propina enquanto estava no posto e também disse que não passou informações privilegiadas a interlocutores como Cunha. Ainda conforme o ex-ministro, seu encontro com o doleiro Lúcio Funaro em um hangar da empresa Aero Star, na capital baiana, foi apenas para que os dois pudessem se “dar um abraço”. Ele contou que recebeu uma ligação do operador financeiro, afirmando que seu avião estava fazendo uma parada técnica e que ele queria lhe dar um abraço. Geddel, então, saiu de sua casa na praia em Camaçari e foi até o aeroporto de Salvador para "abraçar" o amigo.  BN

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